Apaixonada por clássicos, a estudante de Artes e Design Júlia Fregadolli tem um motivo a mais para amar os livros: uma herança da avó, Ivete Lacerda, encontrada entre seus pertences, depois de sua morte.

Júlia é uma amante da literatura e, fugindo das leituras corriqueiras dos Best Sellers, encontrou refúgio nos clássicos. Ela conta: “Sou meio voraz (com os livros)! Sempre quis ler tudo, de tudo. E buscando novos títulos, encontrei os clássicos. O primeiro foi ‘Alice no País das Maravilhas’, desses, meu preferido até hoje. Aliás, muitos clássicos estão entre os meus livros preferidos”.

Depois de passar por clássicos universais como “Lolita”, “1984”, “Madame Bovary”,entre outros, a estudante se apaixonou pelos brasileiros, especialmente por Guimarães Rosa . O amor pelo autor veio, primeiro, por causa de uma professora, de quem gostava muito, que incentivava a leitura de suas obras. “Guimarães é o autor que mais me chamou atenção para a cultura brasileira, não tenho palavras para descrever o que sinto ao ler uma obra dele. Os livros dele me tocam de uma forma que é até difícil de explicar. Soa meio clichê falar, mas ele foi e é muito importante na minha vida acadêmica e pessoal.”

Júlia conta que já leu e releu “Grande Sertão: Veredas” diversas vezes. “A cada leitura sinto uma emoção diferente”, diz.

A explicação para tanta afinidade e emoção com o autor, veio em julho do ano passado, quando a jovem descobriu que a avó materna, já falecida, dona Ivete Lacerda, deixou guardado um exemplar de um romance regionalista de Guimarães Rosa. Sinal de que esse amor de Júlia vem de família, de outra geração.

“Foi nas férias que achei o romance chamado ‘Manuelzão e Miguilim’, que pertenceu a minha avó, dona Ivete. Foi amor purinho! Como ela faleceu quando ejuuuuu era bem pequena, esse livro me trouxe um sentimento delicioso de proximidade com ela, esta que eu nunca tive.”

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Exemplar do Livro “Manuelzão e Miguilim” que Júlia tomou como herança da avó.

O que antes já emocionava a jovem, agora tem mais um ingrediente: a sensação de ter uma afinidade com a avó. Júlia tomou o livro como herança e guarda com todo carinho. “Não preciso nem dizer que ele é meu preferido, né?”, conclui.

Confira um pouco da obra “Manuelzão e Miguilim” e do estilo de Guimarães Rosa no vídeo do canal Estamos em Obras.

 

Texto: Julia Ramiro

Imagens: Arquivo Júlia Fregadolli

Vídeo: Canal Estamos em Obra

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